TECNOGUETO OFERECE CURSOS DE PROGRAMAÇÃO PARA JOVENS NEGROS E LGBTQIA+

Com objetivo de tornar o mercado de trabalho da tecnologia mais diverso, um engenheiro de software carioca criou um projeto social que, desde 2019, tem formado gratuitamente negros, LGBTQIA+, mulheres, jovens de baixa renda e moradores de periferia para atuar em tecnologia. Chamado de Tecnogueto, a ideia surgiu a partir da experiência pessoal de Rodrigo Ribeiro no mercado de trabalho.

A Tilt, ele conta que era o único negro em uma equipe de tecnologia com 72 pessoas na empresa onde ele fez seu primeiro estágio —só havia uma mulher no time. Morador do Realengo, na zona oeste do Rio de Janeiro, Rodrigo diz que muitas vezes as pessoas da periferia são levadas a acreditar que tecnologia não é para elas.

“O Tecnogueto vem para tentar mudar essa história. Queremos que a população periférica não apenas consuma, mas produza tecnologia. Além de mostrar que nas periferias há talentos que precisam de oportunidades”, afirma. Desde o início do projeto, há dois anos, já foram quatro turmas formadas e 35% dos ex-alunos estão atuando no mercado de tecnologia, segundo dados do Tecnogueto. Do número total de alunos que passaram por lá, 58% eram mulheres, 68% pessoas negras e 35% pertenciam à comunidade LGBTQIA+.

Hoje, o projeto busca ampliar o seu alcance, oferecer novas opções de curso e formar mais estudantes. Este ano, as atividades estão acontecendo de forma online, o que permite a participação de pessoas de várias periferias espalhadas pelo país. Tudo isso está sendo pago por meio de financiamento coletivo. Só no final do ano passado, o Tecnogueto conseguiu arrecadar R$ 114 mil para investimento no projeto e desenvolvimento dessa plataforma.

Como faz para participar?

O projeto oferece cursos de programação back-end e front-end, cada com 30 vagas e duração de três meses. Além do ensino dos conhecimentos técnicos da área, os alunos recebem também aulas de inglês e apoio socioemocional. Para montar as turmas, o Tecnogueto realiza um processo seletivo. Por isso, os interessados em participar devem ficar atentos às redes sociais do projeto no Facebook e no Instagram, onde geralmente é divulgado o link para as inscrições. A primeira turma de 2021 já foi selecionada em fevereiro, mas a previsão é de que ainda este ano sejam abertas mais duas turmas.

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