ESPECIAL MÊS DO ORGULHO ALGUÉM AVISA, COM: DANIEL PASSAGLIA

Em Junho ao redor do mundo todo é celebrado o mês do orgulho LGBT. A data se tornou representativa após o início dos movimentos iniciados em Nova Iorque. O mês faz referência à revolta de Stonewall, ocorrida em 28 de junho de 1969, quando um grupo de LGBT’s resolveu enfrentar a frequente violência policial sofrida pelos homossexuais. Por isso, neste mês tão importante reunimos algumas entrevistas de pessoas que fazem parte da comunidade, para falarem sobre a data.

Nosso entrevistado hoje é: Daniel Passaglia Junior, Ativista dos direitos Humanos e militante LGBT, Diretor de Políticas Setoriais da Secretaria de Direitos Humanos. Confira abaixo a entrevista:

1 – O que é orgulho LGBT para você?

Orgulho para mim é quando a gente olha pro lado e vê nossos pares, quando não somos exceção nos lugares, principalmente nos espaços de trabalho e educação. Orgulho é aquele LGBT que consegue sair do armário depois de anos de opressão. Orgulho é quando uma mana ajuda a outra e entende a história de todas as vidas sacrificadas pela nossa “liberdade”.

2 – O que você diria para quem nesse momento está em uma situação de medo?

Só não está com medo quem não entendeu o momento em que estamos vivendo. Em qualquer regime autoritário, como este que se apresenta, as liberdades morrem. No caso da nossa comunidade não será diferente. Em resumo, eu diria que é tempo de pegar nosso medo e fazer dele nossa força. Te orgulha de quem tu és, põe a cara no sol e não deita para ninguém que queira te diminuir. Tem muita luta pela frente. Muita. Mas também sempre vai ter o amor.

3 – O que você deseja para 2020 e o que acha ser necessário fazer para que isso aconteça?

Desejo força! Com o fascismo batendo na porta e a a pandemia que não dá trégua, será necessário que tenhamos muita força. Para ter força vai ser preciso muita empatia e muita solidariedade entre a nossa comunidade. Ninguém solta a mão de ninguém.

4 – O que não podemos mais tolerar?

Preconceito né? De qualquer tipo e de qualquer origem. Um que me incomoda, particularmente é aquele dentro da nossa própria comunidade. Esse tem que acabar URGENTEMENTE.

5 – Quem é a sua maior referência no mundo LGBT?

Acho que todas e todos que tem a coragem de compartilhar suas histórias e incentivar os outros a ter coragem. Essas pessoas sempre são minhas maiores referências. Uma pessoa que vale a pena citar e quem, nos últimos tempos, tem sido fonte de muita força e inspiração é a Valéria Barcelos.

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