TRACE E JAMIE EXPLICAM PORQUE ESCALAR SCARLETT JOHANSSON PARA O PAPEL DE UM HOMEM TRANSGÊNERO NÃO É LEGAL

A atriz Scarlett Johansson sofreu duras críticas no início desta semana quando foi anunciado que ela interpretaria o papel de Dante “Tex” Gill nos cinemas – um homem trans proprietário de casas de massagem que também funcionavam como prostíbulos nos anos 70. As pessoas estão criticando o fato de que uma atriz cisgênero – ou seja, uma pessoa cuja identidade pessoal e gênero corresponde ao sexo com o qual nasceu – interpretará um homem trans. Afinal, a recíproca não é verdadeira. Hoje existem pouquíssimos papéis que são interpretados por pessoas transgêneras na indústria.
 O diretor do filme será Rupert Sanders, o mesmo responsável pelo fracasso de crítica “A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell”, em que a atriz interpretou Motoko Kusanagi, uma personagem japonesa.

Em uma declaração que só colocou mais lenha na fogueira, o assessor de imprensa de Johansson respondeu às críticas dizendo: “Diga a eles para entrarem em contato com os representantes de Jeffrey Tambor, Jared Leto e Felicity Huffman.” Agora, duas atrizes trans, Trace Lysette e Jamie Clayton, se juntaram ao coro de desaprovação à escolha de Johansson para o papel.

“Sério?? Então vocês podem continuar nos interpretando, mas nós não podemos interpretar vocês?”, declarou Lysette na terça-feira. A atriz é conhecida por interpretar Shea na série “Transparent”. “Eu não ficaria chateada se tivesse as mesmas oportunidades que Jennifer Lawrence e Scarlett em papéis cis, mas sabemos que as coisas não são assim. Triste.” “E não só vocês nos interpretam e roubam nossa narrativa e oportunidade, como também se dão tapinhas nas costas com premiações e elogios por imitar o que nós vivemos…”, afirmou a atriz.

Nos últimos anos, alguns atores foram reconhecidos com estatuetas e indicações ao Oscar por interpretarem mulheres trans, como Jared Leto, que ganhou o Oscar em 2014 por seu papel em “Clube de Compras Dallas”, e Eddie Redmayne, que foi indicado em 2016 por seu papel em “A Garota Dinamarquesa”. Antes disso, Felicity Huffman foi indicada ao Oscar em 2006 por seu papel em “Transamérica” e, no final dos anos 90, Hilary Swank levou o prêmio de Melhor Atriz por sua interpretação de Brandon Teena em “Meninos Não Choram”, filme baseado na história real de um homem trans que foi brutalmente assassinado em 1993. Clayton, atriz que trabalhou na série “Sense8”, também respondeu à polêmica de maneira similar em um tuíte que viralizou. “Atores trans nem sequer conseguem testes para papéis que não sejam de personagens trans”, disse a atriz. “Esse é o verdadeiro problema”, prosseguiu Clayton. “Nós não temos as mesmas oportunidades. Dê a atores trans papéis que não sejam de personagens trans. Eu desafio vocês a fazerem isso.”

FONTE: BuzzFeed

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